terça-feira, 13 de novembro de 2007

HAVAIANAS

HAVAIANAS



Em abril de 1907, o escocês Robert Fraser chegou ao Brasil e associou-se a um grupo inglês e começaram a construir a Fábrica Brasileira de Apargatas e Calçados em São Paulo.
A idéia para o produto foi inspirada nas Zori , sandálias japonesas feitas de palha de arroz ou madeira lascada e que são usadas com os kimonos.O sucesso foi imediato : as alpargatas mostraram-se perfeitas para a colheta do café , e em 1909 , a empresa mudou o nome para São Paulo Alpargatas Company S.A.
Na década de 10, com a Primeira Guerra Mundial a empresa enfrenta dificuldades em conseqüência do conflito e também da gripe espanhola na cidade de São Paulo, que deixa metade dos funcionários da empresa “de cama”.
No final da década de 20, uma outra turbulência: superprodução de café e quebra da bolsa de Nova York obriga a empresa a parar de produzir alpargatas, que era que era um dos sapatos mais baratos do país.
Na década de 30, grandes momentos de instabilidade e violência no país. Getúlio Vargas assume o governo provisório. Muitas empresas atolam-se em dívidas, e a Alpargatas , numa arriscada manobra de seus acionistas ,consegue prosperar. Durante todo esse tempo, a empresa obteve apoio de seus funcionários.
Na década de 40 a empresa volta a produzir alpargatas e adota seu nome definitivo: São Paulo Alpargatas S.A.
Em 41, um passo importante para seus funcionários, a empresa concede abono de natal e logo depois passou a beneficiá-los com os domingos e feriados não trabalhados , isso, anos antes dos benefícios serem determinados por lei .
Em 42, o Brasil entra para a Segunda Guerra Mundial, em meio a grande inquietação por falta de alimentos e combustíveis, a empresa consegue a proeza de crescer em meio a adversidade. Com o final da guerra, a Alpargatas lança o Brim Coringa , é o Brasil produzindo sua primeira calça jeans . Na década de 50, os jingles da Alpargatas são cantados em todas as esquinas , e levam o povo a acreditar que a empresa é americana , porque naquela época , só americano fazia propaganda bem feita .
Enquanto os rádios divulgavam produtos da empresa, vendedores embrenhavam-se numa “parada dura” para chegar aos mais remotos e pequenos armazéns do interior do país .Em 14 de junho de 1962 , são lançadas as sandálias brasileiras feitas de borracha . O primeiro modelo é o mais tradicional: brancas com tiras e laterais de base azuis. Não possuíam atrativo visual, porém eram baratas, e com isso em menos de um ano a Alpargatas produzia mais de mil pares por dia.
Na década de 70, a empresa dá início á campanha de cunho social, como a que percorre escolas estaduais com o mote: “criança calçada, criança sadia”. Em 72, os jovens ganham uma calça velha, azul e desbotada,Us Top .
A empresa inaugura fábricas de norte ao sul do país e entra de sola num seguimento promissor, o dos artigos esportivos, com o lançamento da marca Topper, em 75, e a compra da Rainha em 79.
Na década 80, por volta de 82, em comemoração aos seus 75 anos, a Apargatas adquire a Jeaneration. No ano seguinte, lança as marcas Samoa e Top Plus.
Na década de 90, por volta de 94, a empresa lança o modelo Havaianas Top,com cores fortes e calcanhar mais alto, e com um preço também mais elevado. Para levar o lançamento ao público alvo, foram vinculadas propagandas de grande porte estreladas por artistas famosos. Em 95, a empresa licencia a marca americana Timberland , especializada em esportes de ação , e inaugura o mercado de outdoor wear. Em 96, adquire a licença da fabricação e comercialização da Mizuno.
As campanhas publicitárias marcaram a história das havaianas. O slogan mais conhecido do produto é : “as legítimas”, esse slogan começa a ser veiculado em campanha publicitária em 1970 com Chico Anysio, como garoto propaganda .

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Participar dos destinos da cidade é um direito básico de todos os cidadãos. A liberdade política, com efeito, é a liberdade de tomar parte nas decisões de natureza pública que concernem a todos. São cidadãos que produzem a riqueza, demandam serviços públicos, paga impostos, assim, nada mais justo que esta população também participe dos destinos e decisões sobre a coisa pública.
Para o efetivo respeito e proteção aos Direitos Humanos, mister que haja uma efetiva gestão democrática das cidades. Ela opera concretamente de várias formas, mas exige a descentralização das decisões e o acesso da população a todas as informações relevantes ao processo de tomada de decisões em áreas como moradia, transporte, saneamento, saúde, segurança pública, educação, etc. O direito à participação exige, portanto, a transparência dos negócios municipais e a superação dos mecanismos administrativos burocráticos e centralizadores.
Ações
15) Desenvolver programas municipais de informatização da execução orçamentária e da arrecadação, bem como de todos os demais procedimentos administrativos de tal forma que seja possível oferecer à população todos os dados e informações sobre a prefeitura e as políticas públicas em curso acessíveis tanto na lnternet quanto em terminais informatizados para uso público. Com esse tipo de sistema, é possível também garantir outras vantagens à população descentralizando pagamento de taxas e emolumentos, o agendamento de consultas médicas, entre outros serviços. Os investimentos necessários para desenvolvimento de programas do tipo são relativamente baratos e asseguram à própria administração municipal condições de eficácia e economia inimaginável.
16) Garantir a todos os grupos sociais e indivíduos a participação política. Ela deverá se expressar através de espaços onde a participação ocorra através das entidades civis e também através de espaços que contemplem a participação direta dos cidadãos. Constituir mecanismos de participação popular em cada política pública, como conselhos, comissões, fóruns etc. Estes mecanismos devem ser permanentes e com poderes para apreciar e decidir sobre as principais questões envolvendo cada setor. Dinâmicas do tipo “Orçamento Participativo” devem ser estimuladas e desenvolvidas.
17) Desenvolver programas específicos para o acompanhamento e fiscalização da execução das obras públicas por conselhos de moradores.
18) Criar ouvidorias independentes para receber representações e denúncias quanto à qualidade do serviço público prestado - incluindo-se casos de mau atendimento ao público - nas diversas repartições municipais.
19) Firmar convênios com faculdades de Direito, seções regional da OAB, escritórios de advocacia e demais instituições estaduais e federais para a constituição de “Balcões de Cidadania” destinados a prestar assistência jurídica às demandas da população pobre, dar orientações e acompanhar litígios e arbitragens coletivas.
20) Identificar as áreas territoriais no município que mais necessitam de serviços e investimentos públicos e reivindicar que elas recebam tratamentos e investimentos prioritários.

O Local e o Global

Foi possível,dessa forma, apreender os significados das diversas ações coletivas, a posição dos atores, os meios e recursos utlizados e os efeitos dessas ações em relaçao ao poder, em dois espaços diferenciados: Barcelona (ES) e Valente (BA). No primeiro, observando a prática dos mecanismos institucionais de participação e algumas experiências de gestão de serviços públicos a cargo de organizações da sociedade civil.